O Transporte Público que conhecemos morreu de COVID-19

Em grande parte do mundo, a vida como a conhecemos chegou a um impasse. Atendendo às advertências dos governos, as pessoas ficam em casa, longe das multidões e de ambientes potencialmente infecciosos. A demanda por transporte público despencou durante a pandemia no mundo inteiro – em 75 a 85% em cidades como Goiânia, Washington, Copenhague e Buenos Aires. A Autoridade de Trânsito da Região Metropolitana de Washington projeta perdas de até US $ 52 milhões por mês devido a mudanças no estilo de vida relacionadas ao COVID-19, renúncia de tarifas de ônibus e desaceleração econômica. Mas a boa notícia é que somos uma espécie resiliente e vamos superar essa devastadora pandemia de COVID-19, embora longe de sair ilesos. As más notícias: as realidades de um mundo pós-COVID-19 trarão novos desafios às cidades e nos sistemas de transporte em particular – de sistemas metroferroviários, redes de transportes públicos, a plataformas de transporte compartilhado e até serviços de micromobilidade. Isso porque, agora, a mobilidade humana é um vetor para doenças, o que provoca o medo nas pessoas devido ao período em distanciamento social. E à medida em que a pandemia for diminuindo, espera-se que a atividade econômica seja retomada lentamente, pelo menos…

Uma conversa surreal em tempos insólitos
Liberdade e Estado / 10/05/2020

Assistindo mais uma live neste período de isolamento social me deparei com uma discussão surreal entre liberais. Para manter a discrição a respeito das pessoas que participaram desta situação alarmante e ao mesmo tempo de bastante aprendizado, sendo assim para um debatedor usarei o pseudônimo de Ester e para o outro Pedro. Tudo começou quando Pedro começou a criticar a ex-jogadora de vôlei Ana Paula acusando a mesma de usar o liberalismo como justificativa pra falar que o isolamento social deveria acabar. Neste momento Ester ressaltou que Pedro não estava compreendendo a posição da ex-jogadora. Ester afirmou que a Ana Paula estava na verdade criticando a ação estatal contra os indivíduos por meio do monopólio da força. Em seguida afirmou que este é um dos principais valores do liberalismo. Ester ressaltou ainda que a decisão de isolamento deveria ser individual e não arbitrada pelo ente público de forma coercitiva. Na visão liberal o indivíduo deveria ser responsabilizado pelos seus atos e não tutelado pelo estado Pedro então disse que concordava plenamente, mas que nosso povo ainda não tinha essa visão de pensar no próximo e que só vamos conseguir melhorar isso por meio da educação. E que não adianta liberdade…

Não podemos acreditar no estado principalmente neste momento de pandemia
Liberdade e Transporte / 10/05/2020

O primeiro ponto de reflexão é o fato do estado ser governado por políticos que estão preocupados única e exclusivamente com o curto prazo. Por isso que não devemos esperar que políticos, qualquer que seja o seu de estimação, seja capaz de resolver problemas de grande impacto e complexidade como a questão do COVID-19. Utilizando o pensamento de Hayek: “… para alcançar seus objetivos, os coletivistas precisam criar poder –poder sobre homens exercido por outros homens—de uma magnitude nunca vista, e seu êxito dependerá do grau em que alcançam esse poder. O poder, e o sistema competitivo é o único sistema designado para minimizar pela descentralização o poder exercido pelo homem sobre o homem.” E assim os políticos em nome da coletividade, do bem público e de salvar milhões de vidas usam da ideia de coletividade para concentrar cada vez mais poderes. Outro ponto importe é entender que todo e qualquer governo sempre se beneficia com o surgimento de “crises exógenas” que criam situações fora do normal, pois é o momento propício e perfeito para que os burocratas possam exigir que obedeçamos a todo e qualquer decreto emergencial que eles porventura editem.  Em qualquer governo, sempre há vários parasitas entranhados…